Coluna do Marco – Os 5 lugares do mundo que você precisa conhecer

por Marco Aurélio

Dei uma missão difícil para o nosso colunista de viagem. Como vocês sabem, o Marco já viajou bastante e eu pedi que ele elegesse um top five – 5 lugares que precisam ser conhecidos. Com vocês, as escolhas:

“Não deixa de ser um desafio a escolha dos 05 melhores lugares que eu conheci, apesar de ainda faltarem muitos que eu gostaria de visitar. Dúvidas me ocorreram, mas meus destaques são: (não necessariamente nesta ordem)

1-NOVA YORK

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Antes de conhecê-la, confesso que não estava entre as que mais me atraíam,mas que cidade cativante!!

Linda ,mas de uma beleza “diferente”, porque você aprende, especialmente se visitá-la mais de uma vez, a apreciá-la de vários ângulos. Talvez o mais lindo seja quando saímos de Manhattan, e no Brooklyn, deparamos com o visual magnífico  do Skyline da ilha. Uma maravilha!

Uma cidade cosmopolita, multicultural, agitada mas ao mesmo tempo acolhedora ( o  Central Park e o Bryant Park são exemplos disso).

Passear na Times Square, Central Station, ir aos museus e galerias de arte, a um show da Broadway,  explorar os restaurantes, bares e cafés, são algumas das inúmeras atrações da cidade.

Mas é importante sair do circuito tradicional e “se perder” nas ruas do Soho, Chelsea e MeatpackingDistrict.

Cultura, gastronomia, arte, arquitetura, diversidade, são palavras que sintetizam um pouco esta metrópole exuberante!

Por último, uma sugestão: se possível visite-a na primavera, a cidade fica ainda mais bonita e com um clima ameno.

2- BALI

Bali

Imagem: Reprodução

Romper a “barreira” do ocidente para conhecer algum(s) lugar(es) da Ásia é algo que recomendo para todos os viajantes.

Neste contexto, Bali, uma das 13.667 ilhas da Indonésia, é um lugar a ser visitado.

Trata-se de uma província com grande extensão territorial e vários municípios, Kuta, Seminyak e Ubud são alguns dos vários que merecem uma visita, especialmente pela enorme  riqueza cultural:  música, dança, além do famoso  artesanato balinês.

Os indonésios são muçulmanos, mas Bali é uma exceção: a população pratica o hinduísmo, com uma demonstração de fé que se exprime em rituais diários de oferendas ( nas calçadas, lojas, residências, etc)  e grandes festas para agradecer aos deuses mais um ciclo de vida.

Os templos: são outra grande atração:  numerosos, muitos deles construídos com um refratário na (linda) cor terracota e em locais belíssimos, como  em penhascos e à beira dos lagos.

Além da religiosidade, o que torna as pessoas muito gentis e simpáticas, destaca-se também as belas praias com seus confortáveis resorts, os campos de plantação de arroz e a saborosa culinária local.

3- PARIS

Paris

Foto: Aline Resende

Se tivesse que sintetizá-la numa palavra seria: GLAMOUR!

Como não se encantar com a imponência da Torre Eiffel , pelos  ornamentos  em dourado da Ponte Alexandre III, pela fachada do Petit  Palais, pela Av. Champs Élysées (considerada a mais linda do mundo), ou pela cúpula dourada do túmulo de Napoleão?

O que dizer das praças e jardins, dos charmosos cafés e restaurantes com sua culinária peculiar?

E os museus, especialmente o Louvre, com sua pirâmide, o mais belo e visitado do mundo?

Referência mundial nas artes e literatura, vale destacar também a arquitetura da cidade: seus prédios em estilo haussmanniano, um conjunto perfeito de edifícios de 6 andares na cor bege, com suas lindas janelas retangulares.

Passear pelo QuartierLatin, pela margem do Sena, conhecer o Arco do Triunfo, sentar num dos cafés e tomar um bom vinho, curtir a tranquilidade do Jardim de Luxemburgo, são muitas as atrações da  (para muitos) mais bela cidade do mundo!!

4- BARCELONA

Barcelona

Foto: Aline Resende

Já escrevi nesta coluna (vide matéria de 16/09/2016), que Madri e Barcelona se equivalem (apesar de serem diferentes). Como naquela oportunidade dei ênfase a Madri, meu destaque agora é a capital da Catalúnia, interessante cidade litorânea, mas que tem uma área montanhosa muito charmosa; moderna,  mas que preserva seus “cantinhos históricos”; com uma vibrante vida noturna e ao mesmo tempo com as mais variadas atrações para serem exploradas durante o dia.

A cidade teve dois eventos que a transformaram: a Exposição Internacional de 1929, que implicou no primeiro desenvolvimento urbanístico. Mas o grande marco divisor da cidade foi sem dúvida os Jogos Olímpicos de 1992: nas montanhas de Montjuic, onde se encontra o chamado Parque Olímpico, e principalmente a região litorânea, com a criação de 4,2 KM de praias.  O Mar Mediterrâneo era separado da cidade por fábricas e galpões abandonados, deixando os habitantes longe do mar. Agora o bairro de Barceloneta “ferve”, especialmente no verão! Acrescente-se a isso, as obras de Gaudí, como a fabulosa Basílica da Sagrada Família e o Parque Guell; os parques e belíssimos museus; o fantástico Mercado la Boqueria; e a charmosa região histórica do bairros Gótico e Born. Uma cidade realmente especial!

 

5- SAN FRANCISCO

San Francisco

Foto: Aline Resende

Impulsionada no século XIX pelo ciclo do ouro na Califórnia, San Francisco tem na icônica  Golden Gate Bridge,  o símbolo da cidade e é considerada uma das 07 maravilhas do mundo moderno. Esta ponte liga San Francisco a Sausalito, charmosa cidade com suas casas incrustadas nas montanhas.

Cidade de médio porte (800 mil habitantes), San Francisco tem uma arquitetura peculiar (estilo vitoriano), que a deixam com uma leveza ímpar. A destacar também as colinas , de onde descem os bucólicos bondes,  que são um dos cartões postais da cidade.

San Francisco tem muitos outros atrativos, com o Golden Gate Park, enorme e belíssimo parque urbano (20% maior que o Central Park em NYC), ótimo para fazer caminhas ou passear de bike; a região dos piers, onde se destaca o fabuloso Ferry Building Marketplace, com suas charmosas lojas, bares e restaurantes com vista para a baía; Marina District e Crissy Field, com sua bela vista para a ponte.

Uma última e preciosa dica: a menos de 100km de San Francisco fica a região das vinículas de Sonoma e Napa Valey, imperdível especialmente para os amantes de um bom vinho. Recomendo ir no outono ( em outubro e novembro), quando a paisagem é simplesmente deslumbrante!

Coluna do Marco – Madrid ou Barcelona ?

por Aline Resende

Qual a preferência? A resposta é óbvia: as duas!!

Mas vamos lá: Existe uma “competição” entre as duas cidades espanholas, que vai além do aspecto politico e futebolístico – qual tem mais atrativos, é mais pulsante, etc.

Já conhecia ambas, e  em  2013 pude visitá-las novamente em  uma viagem que começou por Barcelona e terminou por Madri. Nesta última conheci algumas pessoas que me levaram a  um tour noturno para conhecer a verdadeira noite madrilena. Andamos pelo centro histórico quando pude conhecer alguns lugares autênticos e observar  a animação das pessoas nas ruas e bares.

Talvez ainda reflexo da chamada “movida madrileña” –  movimento iniciado em meados dos anos 70, durante os primeiros anos de transição da Espanha pós franquista –  a animada noite de Madri me contagiou! Eu que já era apaixonado por Barcelona , agora o era também pela sua principal “concorrente”!

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Madrid noturna – imagem: reprodução

Impressionei-me com a quantidade de pessoas, de todas as idades,  nas ruas, bares e restaurantes, e em todos os dias da semana, mesmo sendo inverno!

Percebi que “dar um passeio” é uma tradição e uma espécie de ritual para os madrilenhos, especialmente para os mais velhos (é comum ver senhoras idosas  sozinhas tomando um drinque nos bares).

Madri encanta por ser alegre, segura, ter um ótimo metrô, ser ao mesmo tempo histórica e cosmopolita, ter  um ótimo custo-benefício e a gastronomia….

Bem,  a gastronomia é um espetáculo!!

Começando pelas “tapas”,  é grande a variedade de deliciosas comidas típicas que pode-se apreciar na capital espanhola: paellas,  cochinillo, cozido madrilenho,  fabada asturiana, todos, é claro, acompanhados pelos bons (e baratos) vinhos espanhóis.

Vamos então a alguns “achados” da culinária espanhola em Madri:

O famoso, e muito aconchegante Mercado  de San Miguel, próximo à Plaza Mayor,  é uma ótima opção para comer  as tapas espanholas acompanhadas de uma taça de um bom vinho ou espumante. Local badalado e muito cheio, tem a vantagem de possuir mesas grandes que podem ser compartilhadas com outros visitantes. Imperdível!

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Com estrutura mais simples e menos conhecido,  o Mercado de San Ildefonso , que situa-se no Bairro de Malasaña ,  tem um conceito “street food market” com 18 pontos com petiscos deliciosos prontos para comer. Para completar,  o local costuma contar com  um DJ alguns dias da semana, passando a ter  um  “happy hour” agradável e animado!

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Um bar pequeno e meio escondido, estilo “boteco”,  serve uma tapa de bacalhau que é uma iguaria deliciosa (trata-se de um bolinho levemente empanado). Simplesmente sensacional! Fica na Calle de Latoneros, 3. Quem experimenta quer voltar outras vezes! Chama-se Casa Revuelta.

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Existem vários restaurantes que servem o famoso cochinillo  assado. Prato típico proveniente da belíssima cidade de Segóvia  (que aliás fica somente a 27 minutos por  trem de Madri), o pequeno leitão é preparado de uma maneira que a carne fica suculenta, desmanchando-se  na boca. Sugiro experimentá-lo no ótimo  Restaurante El Sobrino de Botin, que é o mais antigo em atividade no  mundo  , aberto em 1725!!

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Para saborear os famosos presuntos serranos (“jamones”) espanhóis, uma ótima opção é o Restaurante Museo del Jamon, que tem vários pratos além deste, com muita fartura e qualidade. Sugiro ir ao 2º andar da unidade da Calle Mayor, próximo  à Plaza del  Sol.

Este local foi frequentado pela aristocracia e realeza espanholas  e tem uma belíssima decoração.

Apesar de estar distante do mar, uma boa opção é comer os pescados madrilenhos, especialmente a lula (crocante) que é especialidade de vários bares próximos à Plaza Mayor.

Para mim foi uma surpresa muito agradável!

Por fim, duas dicas para aqueles que gostam de doces: a fabulosa confeitaria La Mallorquina, um deleite para se apreciar e saborear, e a tradicional chocolateria San Gines, que serve um delicioso churros para ser “mergulhado” no chocolate quente.

E Barcelona? Bem, esta fica para a próxima!!

Texto> Marco Aurélio

Coluna do Marco – Intercâmbio aos 60 anos de idade

por Aline Resende

Hoje a gente estreia uma coluna SUPER ESPECIAL aqui no CDR – A coluna do Marco. O Marco é meu querido pai, de quem eu herdei, entre várias coisas, o amor por viagens. Ele já viajou bastante pelo mundo e tem muita experiência no assunto, por isso, o convidei para ser colunista aqui na Revista e escrever matérias sobre viagens (gente, ele tem MUITO material e as dicas dele são DEMAIS).  E a gente vai estrear da melhor forma possível, ele conta a seguir a experiência que ele teve de morar no exterior para fazer um curso de espanhol no auge dos seus 60 anos de idade:

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Marco na porta da escola na qual ele estudou espanhol, em Madrid

“Em janeiro deste ano, quando completei 60 anos de idade, pude vivenciar uma experiência única e especial na minha vida, fazer um curso de idiomas no exterior.Eu tinha este desejo, ou melhor, este sonho, já havia algum tempo, e em meados de 2014 iniciei o planejamento da viagem.Primeiramente defini o destino: Madri, na Espanha, cidade que já conhecia e que me atraía por vários motivos: cosmopolita, vibrante, ótima culinária, fácil locomoção, boa relação custo/benefício, ótima localização geográfica, berço da língua espanhola, entre outros atrativos.

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“Marco zero” de Madri na Plaza del sol

Pesquisei algumas Escolas e optei pela Sprachcaffe Languages, que entre outras vantagens situava-se na região central de Madri, próximo às principais atrações da cidade. Esse local fica próximo ao Palácio Real, Plaza Del Sol e Plaza Mayor, e era onde eu gostaria de me hospedar. Morar num outro país, mesmo que somente por 30 dias, vivendo como um local, era outra forte motivação que eu tinha. Haveria uma rotina diária: estudar, fazer compras, cozinhar, arrumar a casa, etc, e “desbravar” a cidade, não somente os pontos turísticos, e de preferência caminhando. Fazia parte do plano também viajar nos fins de semana, assim incluí no roteiro Paris, Lisboa e Barcelona, além de “bate e volta” em Toledo e Segóvia.

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Com os dois filhos, na Plaza Izabel II

Éramos um grupo de cinco pessoas, minha esposa, dois dos meus filhos e meu cunhado, o que fez que toda a viagem fosse alegre e compartilhada. O apartamento que escolhemos para alugar, pelo airBnb, ficava muito próximo à Escola e atendeu a todas nossas expectativas, fizemos inclusive uma ceia de Reveillon e convidamos outros parentes que estavam passando férias em Madri, foi ótimo!! O curso que fiz foi de 03 semanas, pouco na verdade, mas foi o que deu para fazer no tempo que tive disponível para a viagem. Mas só tenho elogios: minha professora tinha ótima didática, as aulas foram bastante interativas e com muita conversação, a turma com pessoas de várias nacionalidades, o que possibilitou uma troca de experiências muito enriquecedora. E o melhor: a Escola proporcionava aos alunos atividades extra classe: visita a museus, bares/cafés, idas ao cinema e um tour (caminhando) por algumas das atrações do centro histórico de Madri ( obtive informações históricas, culturais e gastronômicas de lugares que eu já havia visitado mas desconhecia…..).

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Na sala de aula, com os colegas de curso

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Com a turma completa da viagem, esposa, filhos e o cunhado – Restaurante Sobrino de Botin, o mais antigo do mundo fundado em 1725

 

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Palacio de Cibeles, Madri

 

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Aqueduto Romano (século I) em Segóvia

 

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Ponte de San Martin ( época dos romanos) em Toledo

Muito mais eu poderia falar sobre esta maravilhosa experiência, mas termino dizendo para aqueles que, na minha faixa etária têm a intenção de fazer um curso de idiomas no exterior: pesquisem, planejem, e façam as melhores escolhas pois vale muito a pena!”