Empodere-se!

por Aline Resende

 

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Empoderar: “Investir-se de poder. Processo em que uma pessoa ou grupo reveste-se do poder ou pela tomada ou pelo reconhecimento do grupo social.”

Empoderamento Feminino: “(…)posicionamento das mulheres em todos os campos sociais, políticos e econômicos. O empoderamento feminino busca o direito das mulheres de poderem participar de debates públicos e tomar decisões que sejam importantes para o futuro da sociedade, principalmente nos aspectos que estão relacionados com a mulher.”

Feminismo: “Doutrina que preconiza o aprimoramento e a ampliação do papel e dos direitos das mulheres na sociedade.”

Esses conceitos são esclarecimentos básicos e necessários, porém, o movimento feminista e o “empoderar-se” são amplos e repletos de significados.

Carrego essa bandeira há um tempo, como mulher que luta pela quebra de paradigmas, preconceitos e limitações que todas nós sofremos desde o dia em que nascemos, mas também, por todas as mulheres que já sofreram e ainda sofrem por carregar o nome de um gênero que as jogam para baixo numa sociedade que as culpa impiedosamente pela queda.

As frases que reuni são para que vocês leitoras também se inspirem a se empoderar, e que saibam que empoderar-se é se libertar e ser tudo aquilo que você quiser ser.

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 We Go, Girls!

Desconecte-se!

por Aline Resende

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Eu acordo, ainda com os olhos semi abertos checo a hora no celular. Desbloqueio e verifico as notificações. Whatsapp. Muitas mensagens. Abro e vejo alguma que possa ser mais urgente.  Olho o instagram. Só então me levanto, toma um banho, passeio com meu cachorro, tomo café da manhã, me sento ao computador e vou checar todas as outras redes. Email, facebook, twitter e instagram do CDR.

É bem louco pensar no quanto a tecnologia avançou em poucos anos. Eu tenho apenas 28 anos e vi o computador ser lançado como uma grande novidade, aqueles bem grandes que ficavam amarelados com o tempo e a gente tinha que proteger com capas plásticas. O que tinha de entretenimento era o paintbrush, os joguinhos e a possibilidade de escrever coisas no word. Só depois veio a internet. Discada. E eram horas tentando se conectar. A rede caia. Mas a gente amava aquilo. O wifi veio para democratizar a coisa toda. E aí os iphones e androides finalizaram o acesso irrestrito. Hoje, temos praticamente toda informação e ferramenta para resolver sobre o nosso dia bem no quadradinho em nossas mãos. Lá a gente verifica como está o tempo, olha o caminho que faremos para chegar à qualquer lugar, conversamos com amigos, familiares, clientes, namorados e maridos de qualquer parte do mundo, fazemos transações bancárias, verificamos a classificação do restaurante onde pretendemos almoçar e por aí vai. Quase tudo pode ser resolvido na palma das nossas mãos.

Avançamos? Sim, avançamos. Acredito demais na importância do desenvolvimento da tecnologia como forma de facilitar a nossa vida. Mas claro que existe a contrapartida. Não é novidade dizer que estamos mais próximos virtualmente e mais distantes na vida real. Vivemos mergulhados com as mãos e olhos na tela do celular e estamos nos esquecendo de olhar em volta. Olhar o céu, reparar na lua, observar as pessoas e lugares…

É por isso que eu, como uma pessoa que vive conectada, até mesmo por trabalhar com isso, tenho feito algumas pequenas mudanças para não me tornar escrava da rede. Decidi então, compartilhar aqui coisas que ando fazendo e que tem me ajudo muito:

1- Deixar o celular no silencioso

O meu celular não toca nem vibra. Eu não costumo receber ligações telefonicas porque decido tudo por whatsapp. Escolho alguns momentos do dia para checar a tela, e se tiver alguma ligação, eu retorno.  Caso alguém esteja para me ligar, me avisam por whatsapp e eu fico atenta à tela, ou coloco no alto só até a ligação ser feita. Meu celular vive no silencioso há alguns anos e funciona super pra mim.

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2- Desativar as notificações da tela

Não adianta deixar o celular no silencioso e ter a tela piscando mostrando que chegou mensagem O TEMPO TODO. Vejo muita gente se sentar para conversar com alguém numa mesa, deixa o celular no silencioso, mas a tela fica mostrando que chegaram mensagens. Tanto o dono do celular, quanto o não dono de celular acabam se distraindo e é bem desagradável.

Eu tenho mania de verificar a hora pelo celular e às vezes abro para resolver coisas nas quais não se incluem conversar com alguém. Se tiver na tela, uma parte de uma mensagem ou conversa, a gente acaba ficando curioso, ou se preocupando e acabamos por abrir a mensagem. Por isso, não recebo notificação nenhuma na minha tela. Quando quero verificar as mensagens, eu abro o app para ver. Fazer essa mudança mudou minha vida.

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3- Se não puder responder, não leia.

Tenho que me segurar para não falar sobre esse item com emoção porque tenho PAVOR de gente que lê mensagem com alguma pergunta e não responde. Tremenda falta de educação. Para mim, é como você estar sentada numa mesa com alguém, fazer uma pergunta e a pessoa te ignorar.

- E então, que horas iremos jantar hoje?

(barulhos de grilos)

Por isso, existe, claro, a opção de desabilitar a notificação de leitura. Muita gente não faz isso porque tem curiosidade de ver quando as outras pessoas leram as mensagens delas. Por isso, eu digo, se você não pode responder no momento, não leia. Segure a curiosidade. As leis de boa convivência agradecem. E minha paciência também.

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Estamos esperando até hoje.

 

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4- Quando estiver em eventos, encontros e festas largue o celular.

Eu sou fotógrafa e gosto demais de fotografar tudo à minha volta. Por isso, já me eduquei para pegar o celular e clicar tudo que eu quero e em seguida, guardá-lo na bolsa e curtir o momento sem me lembrar dele.

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5- Olhe em volta, repare nos detalhes, escute a música, veja as pessoas.

Esse último item é um clichê necessário. Gente, fico assustada quando vejo que as pessoas não reparam nos detalhes, não enxergam os outros e não sentem o momento de forma intensa.  A vida é tão cheia de coisas lindas, pelas quais devemos ser gratos. Coisas simples como o céu (não me canso de falar isso porque sou apaixonada por ele) , a lua, o entardecer, os detalhes dos lugares, os sons… Não vamos nos esquecer do que realmente importa.

Use a tecnologia a seu favor, seja grato, tenha sensibilidade e você vai ver que VIVER ainda é a melhor parte da vida.

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10 pensamentos para subir o astral do final de semana

por Aline Resende

Final de semana chegando, tudo que a gente quer é tirar o peso que a semana trouxe e curtir a leveza de um merecido descanso. Ou uma boa farra. Ou uma farra de leve. Pode escolher.

Então, independente da escolha, vamos encher nosso coração de coisas boas? Vem:

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Você não sabe o quão adorável você é

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Felicidade é estar entre amigos

E para fechar nossa galeria, vê pra gente mais um dia entre o sábado e o domingo, pfv!

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Eu realmente preciso de um dia entre o sábado e o domingo

Vida com (c)alma

por Aline Resende

Hoje tem mais uma super colunista entrando para o time do CDR! Quem vai começar a dividir com a gente pensamentos, imagens e palavras é a Carol Rocha.

A Carol é social media, observadora nata, tem um olhar fotográfico apurado, é magicamente habilidosa com as mãos ( faz tricot, artesanato, origamis e é viciada em DIY), é apaixonada por moda e super criativa. Ufa. Cabô? Com certeza não. Ainda têm muitas habilidades e qualidades, mas vou deixar vocês descobrirem com o tempo.

Por aqui ela vai compartilhar com a gente sua busca por uma vida mais leve e desacelerada, a chamada “slow living” .Vamos?

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De tempos em tempos a vida pede um respiro. Pede pra gente parar, pensar e refletir sobre como agimos com relação à nós mesmos e consequentemente com o nosso entorno. 2016 tem sido um ano bem intenso, daqueles que faz a gente perder o fôlego de tanta informação.É um vai e vem de energia, que se a gente não para, a gente pira, literalmente. E você nota que chegou neste ponto quando já está transbordando de ansiedade e perdida dentro da sua própria vida. A cabeça pesa, o corpo dói e o desânimo toma conta de quase tudo. É nessa hora que eu comecei a colocar na balança o que está valendo ou não a pena. Estou passando por todos as áreas da minha vida, selecionando o que vai e o que fica. Não é fácil, é dolorido. E estou aprendendo da forma mais dura quando e onde depositar a minha preciosa energia. Afinal de contas é humanamente impossível ser e realizar tudo ao mesmo tempo.

O meu maior desafio está sendo criar a minha listinha de prioridades. Não porque é uma lista, aliás eu adoro elas, mas sim porque a disciplina nunca foi o meu forte. Entro numa confusão mental tão grande que perco o controle sobre mim. E isso, em momento nenhum é legal. Definir prioridades não é questão de preferir um ao outro, mas sim de trabalhar com a realidade em que eu vivo e não com idealizações. Atenção! Não é que eu vou parar de sonhar, só quero deixar de viver aquilo que ainda não é possível por N fatores. Entende? Não espero que este seja um processo natural, que vai acontecer do dia pra noite. Mas foi dando o “start” nele que a minha mudança interna começou.

E voltando pra minha listinha, decidi que a minha prioridade sou eu. Daí que surgiu a necessidade de buscar tudo aquilo que me faz bem, o que inclui experimentar novos sentimentos e sensações. Escrever faz parte deste grupo. E é aqui que esta coluna se encaixa: um diário semanal sobre estes resgates e descobertas. Durante este mês, me propus a fazer um detox geral, não só com relação aos meus hábitos alimentares (porque isso também se perdeu), como também de pessoas, sentimentos e energia. Quero um momento de renovação total para que 2017 venha com mais calma e alma. Não vou parar por aqui, como dito, este é só o começo. Quem vem comigo?

Carol Rocha

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Foto: Aline Prado

Crônicas da Fê – TIC TAC

por Aline Resende

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O tempo passa. O tempo espera. O tempo apressa. O tempo cura. O tempo aperta. O tempo leva. O tempo traz. TEMPO REI.

Quantas vezes você, provavelmente, assim como eu, já bateu de frente com o tempo? Já brigou, já agradeceu, já quis materializá-lo para lhe dar uma estrangulada básica, ou para lhe abraçar forte e lhe beijar a boca? Santo tempo! Maldito tempo!

Fato é, julgamos o danado do tempo, o tempo inteiro. IMPRESSIONANTE. Como ele passa devagar quando estamos perto de tirar as nossas “tão esperadas” férias. Mas é só chegar o grande dia: “Meu Deus! Como o tempo está passando rápido!” “Mal colocamos nossos pés aqui e já estamos voltando!”, “Parece que chegamos ontem” (…). Quando se dá conta, estava em um mochilão de 40 dias… Ora! Tem gente que se conhece e decide se casar nesse tempo!

Tem ainda, aquele corriqueiro: “Chega o natal, mas não chega a hora de ir pra casa!”. Vê uma árvore de Natal reluzente no shopping no mês de outubro e com espanto: “Já chegou o natal?”.

O famoso “gostaria que o dia tivesse 72 horas para fazer tudo que tenho pra fazer hoje”. Começa a contar um caso: “outro dia…”, quando vai realizar esse dia foi há quatro anos.

Fazemos do sagrado tempo o que queremos. Abusamos da sua boa vontade. Queremos mais. Sempre mais. Queremos menos. Suplicamos por pular etapas, situações que não estamos a fim de viver, de passar. Pedimos um minuto a mais. Um dia a mais. Um mês a mais. Um ano a mais.

TEMPO! Pare! Congele para que possa viver isso pra sempre! (imagina que chato viver uma situação pra sempre…).

É a semana que passa devagar. O final de semana que passa rápido demais.

Outro dia me peguei reclamando da demora da cafeteira em começar e expulsar o cafezinho matinal. Em outra oportunidade, lá estava eu, quase beijando a cafeteira por ser a melhor cafeteira do mundo e proporcionar um café tão gostoso e quentinho em tão pouco tempo! (não importa a quantidade, o tempo sempre foi e sempre será o mesmo).

Semana passada no trânsito de volta pra casa, acho que envelheci uns 12 anos parada com meu carro no mesmo lugar, e, quando olhei no relógio, haviam passados uns “justos” 5 minutos. Na outra, achei uma nova playlist no spotfy, vim fazendo aquele karaokê do trabalho até em casa, e, quando vi, havia levado mais de 2 horas no meu trajeto. Cheguei feliz, sem sede, sem fome e meio roca.

A verdade é essa! Exaltamos o tempo. Culpamos o tempo conforme nossa conveniência, necessidade e prazer… Queremos resultados rápidos, otimistas. Queremos logo a cura de um coração partido. A chegada do novo amor. Do sucesso profissional. Do sucesso da dieta. A dieta que começa depois do natal e te deixa dois quilos mais magra para o ano novo… Como não? Por que não?

A aceitação e amadurecimento com o nosso calendário e nosso relógio é algo encrostado no nosso padrão de evolução, algo construído e constantemente aprimorado. Nosso ego ainda funciona como cronometro. Nossos defeitos “pifam” nossos ponteiros. Nossa chatura quebra qualquer vidro de relógio de parede. Aqueles bons e velhos relógios que te surpreendem dando aquela badalada das seis da manha, pra lembrar que a vida existe, e que você tem que se por de pé, para fazer e acontecer.

A impressão que tenho é cada pessoa tem uma quantidade de horas no dia, meses por ano, anos nos ciclos. Um dia desses conheci uma pessoa que me contou tantos feitos, trabalhos, cursos, e, invés de 85, ele tinha apenas 28 anos. Em contrapartida, sempre tem aqueles que se “tocam” que são seres humanos e resolvem se movimentar aos 40. Alguém certo? Alguém errado?

O que dizer sobre o tempo e a forma como as coisas acontecem pro outro se você não é o outro? Não pensa como ele, não quer as mesmas coisas que ele, não fez as mesmas coisas que ele, não busca as mesmas coisas que ele. Nosso tempo não é medido pelo tempo concedido a ninguém. Sim. Pode ser que isto nos tire um pouco a direção, nos deixe mais perdido. Mas é exatamente isso que nos apresenta caminhos, oportunidades, necessidades, possibilidades.

Tento a cada dia, respeitar o Sr. Tempo um pouco mais. Claro que de vez em sempre tenho vontade de lhe dar uns puxões de orelha, e, depois, volto a lhe amar eternamente. Quer dizer, eternamente não. Ele não me concedeu isso. Ele nos ensina, cura, impulsiona, acalma. Entender que cada um tem seu relógio. O meu faz TIC, o seu faz TAC.

Fernanda Petri

Relogio