Velho Chico

por Aline Resende

O que seria de nós sem os contos de histórias para abrandar a vida? Eu, particularmente, enlouqueceria.

Depois de uma temporada sombria de péssimas novelas no horário “nobre” a rede globo resolveu voltar a fazer algo na qual é realmente boa – uma novela de época com muita riqueza de história do Brasil, cenários naturais magníficos, figurinos muito bem estudados, cultura e folclore.

Velho Chico foi o nome escolhido para a trama e se refere ao querido Rio São Francisco – cenário onde os personagens vivem suas histórias.

“Dividida em duas fases principais, Velho Chico começa no final da década de 60 e chega aos dias atuais. A primeira fase é muito boa, tem um ótimo enredo e, a impressão que dá, em uma visão mais saudosista, é que antigamente as coisas eram mais bonitas, mais líricas. Mas o mundo de hoje carrega sua beleza também. E, por isso, chegamos à segunda fase com a mesma satisfação e prazer de contar a história que tivemos quando começamos a primeira. Foi na arte de encontrar esta visão que resolvemos o dilema de lidar com estas fases, relata o autor. “

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“A trama retrata uma história de amor cheia de entraves, misturas de sentimentos que carregam fortes personalidades e uma boa dose de drama, mas não é só isso. “Normalmente, a gente ficaria muito mais preso ao romance, e é claro que existem as guerras familiares e tudo o que uma grande novela pede, só que, respaldada em cima disso, tem uma discussão sobre comportamento, sobrevivência. A grande diferença está em uma juventude propondo uma mudança em um novo Brasil, é uma nova forma de olhar o mundo (…) O nosso jovem briga, é engajado nas lutas. A nossa juventude leva a sério”. Bruno completa: “Essa nova geração ainda não foi representada pelo ângulo beneditino. Eu vejo a continuidade das histórias em termos de tom de voz e jeito de olhar”.

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Os primeiros capítulos me surpreenderam pela bela fotografia e figurino. Os personagens são fortes e possuem uma dualidade muito verossímil. O personagem Afrânio feito por Rodrigo Santoro, por exemplo, é marcado por uma personalidade complexa, ora mocinho, ora vilão. Achei que o fato dele ter ido tomar o lugar do pai como coronel e ter se tornado mais frio e amargurado, perdendo a doçura e a paixão da juventude é algo totalmente possível de acontecer nessas circunstâncias. Há, ao meu ver, algo de muito poético e encantador no jovem Afrânio que vivia uma vida boemia em Salvador, onde foi para estudar Direito, regada à paixão e libertinagem e que, se vê infeliz por ter de viver uma vida que não sonhou e para qual não foi preparado ao tomar o lugar do pai, resultado de sua morte repentina.

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Quanto do figurino, foi através de um processo inteiramente artesanal que as peças ficaram prontas. Segundo a figurinista Thanara Schönardie, foi necessário realizar um trabalho de descoloração do tecido e tingimento para chegar na cor definida. “Mas o detalhe principal da produção leva a realidade do Brasil à novela. O envelhecimento das roupas aconteceu de maneira natural, com exposição ao sol e até com o contato da própria terra do sertão. Além disso, a equipe foi em busca de materiais do povo nordestino nos locais de gravação. Tudo entre Alagoas, Rio Grande do Norte e Bahia. Os moradores locais cediam suas peças usadas e, em troca, ganhavam roupas e acessórios novos. Isso aconteceu para que os personagens ficassem com a cara do sertanejo. A ideia partiu do diretor Luiz Fernando Carvalho.”

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Os cenários e fotografias são de uma beleza muito encantadora, concordam? Eu estou muito apaixonada!

Faço votos para que a trama continue com essa essência poética e que a a passagem de tempo não faça a história perder o encanto.

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Fotos: Caiuá Franco\Globo

Dica de Seriado – Os Pilares da Terra

por Aline Resende

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Nos últimos tempos eu estive procurando algum seriado que fosse capaz de me prender a atenção de verdade. Eu não assisto TV e ando desanimada de assistir filmes, a única coisa que me prende, quando eu não estou trabalhando, são meus livros. Mas, como eu já disse, se deixar, leio um livro de 400 páginas em, no máximo, dois dias, já perdi as contas de quantos li este ano, foram muitos. Muitos mesmo. Queria algo que prendesse minha atenção o suficiente para que eu esquecesse de tudo e relaxasse. Como eu trabalho a maior parte do tempo em casa, toda hora livre se torna hora de fazer algo relacionado ao trabalho e com isso, não estava tendo nada em casa que me fizesse sentir vontade de fazer como hobby.

 A verdade é que seriados com histórias medievais europeias são meus preferidos, por isso, achei que o queridinho do momento – Game Of Thrones fosse me conquistar de forma definitiva. Apesar dos elementos históricos, cenário e enredo serem do tipo que eu gosto, o seriado não me prendeu. Assisti a primeira temporada avidamente, mas, depois, perdi o interesse. Acho os elementos de magia exagerados, gosto de histórias mais verossímeis e também achei que pesaram a mão nas morte dos personagens. Toda hora alguém que eu já tinha me afeiçoado morria, e surgiam novos personagens, achei isso cansativo. Outros elementos também me irritaram, mas não quero enfurecer os fãs da série, que aliás é muitíssimo bem feita.

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Uma das cenas de Game Of Thrones – um dos seriados mais bem sucedidos da atualidade

Eis que semana passada tive uma ótima surpresa – descobri o “Pilares da Terra”(em inglês: The Pillars of the Earth) no Netflix e acho que foi a melhor série de época que já assisti até hoje.

“Na Inglaterra do século XII, a morte do único herdeiro do rei Henrique I e o seu subsequente falecimento leva o país a sucessivas guerras entre os possíveis sucessores ao trono. Nobres e religiosos tudo farão para alcançar o seu derradeiro objetivo, a ascensão ao poder. É neste ambiente tumultuoso que um humilde pedreiro e mestre de obras, Tom, sonha construir uma imponente catedral, cheia de luz e dotada de uma beleza sublime, na cidade de Kingsbridge. Porém, este seu projeto enfrentará inúmeros obstáculos, já que se vive numa época em que a instabilidade do poder é uma constante.”

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A série tem apenas uma temporada de oito episódios, apesar de ter assistido tudo quase de uma vez e ter ficado com vontade de ver mais quando a série terminou, eu gostei de ter tido acesso ao final da história, sem aquela encheção das séries maiores que nos matam de raiva, quando o autor não tem mais o que inventar e acaba colocando coisas “nada a ver” numa história que inicialmente era boa.

A história foi baseada no romance homónimo de Ken Follet: “Romance de qualidade que resiste a modismos literários e atravessa gerações de leitores como referência no segmento de tramas históricas, Os pilares da terra também é o mais popular dos livros de Ken Follett. Mesmo 20 anos depois de seu lançamento, o título vende mais de 100 mil exemplares por ano só nos Estados Unidos e voltou a ocupar o primeiro lugar das listas em 2007, quando foi escolhido livro do mês pelo The Oprah Book Club. O livro manteve-se nas listas dos mais vendidos por seis anos no Reino Unido, Itália e Alemanha e, no Brasil, é um dos destaques do catálogo da Rocco, por onde ganha reimpressões sucessivas desde o seu lançamento.”

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Não sei como ainda não tinha ouvido falar do livro e da série, aliás, estou, na verdade, bem atrasada, pois a série foi exibida em 2010.

A história é linda, repleta de lutas, romances, intrigas e muitos elementos históricos. Me apeguei a todos os personagens e gostei de todos os episódios, até mesmo os que me fizeram sofrer com cenas de crueldade e violência que eram extremamente comuns na época.

“Épico que consegue captar simultaneamente o que acontece nos castelos, feiras, florestas e igrejas, Os pilares da terra é a recriação magistral de uma época que nossa imaginação não quer esquecer.”

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Para minha felicidade e surpresa, a série teve uma sequência, cuja ação se desenvolve cerca de 200 anos depois, no mesmo local – Mundo sem fim (World without End) também é baseado na obra homónima do mesmo autor. Estou assistindo e estou adorando, apesar de que “Os Pilares da Terra” continua sendo meu preferido.

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Mundo sem Fim

Se você se identificou com a história e também gosta desse tipo de produção, corre no Netflix para assistir porque é bom demais.

Dica de seriado – Once upon a time

por Aline Resende

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Como a maioria das meninas da minha idade, cresci assistindo filmes de princesas da Disney e melhor que isso – lendo contos de fadas dos fantásticos livros do escritório da minha casa. Sinceramente? Eu agradeço sim por ter crescido em meio a livros de contos de fadas. Quando se é criança é super importante dar asas á imaginação e acreditar que o bem sempre vence no final.

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Como fã assumida dos livros dos irmãos Grimm não poderia deixar me encantar com o seriado Once Upon a Time. A série tem a seguinte proposta – imagine que uma maldição foi lançada na floresta encantada onde todos os personagens dos contos de fada viviam e eles foram transportados para o mundo real e não se lembram de quem eles eram. A única chance da maldição ser quebrada é a vinda de Emma, a filha da Branca de Neve que, ao nascer, foi enviada ao mundo real e aos seus 28 anos precisa ir até Historybrook, cidade onde os personagens estão presos para salvá-los. Porém, Emma não faz idéia da sua missão tão pouco acredita na existência de contos de fadas e floresta encantada. Será bastante difícil para Emma perceber que a pacata vida em Historybrook, na verdade, é apenas uma fachada onde existe histórias sombrias, maldição e muita magia. Nessa aventura a gente encontra a mistura de temas da vida real e da fantasia, romance e casos sombrios, ficção e realidade. Eu amei essa dualidade.

Rainha Má da história da Branca de Neve e como Regina, na vida real, a prefeita de Storybrook:

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Branca de Neve e a professora Mary Margareth, na vida real:

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Principe charming e Branca de Neve e na Floresta Encanta e na vida real em Storybrook:

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Emma, filha de Branca de Neve Princípe Charming:

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Chapeuzinho Vermelho e Ruby, a garçonete em Storybrook

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Caçador da Branca de Neve e o xerife de Storybrook:

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Rumpelstiltskin e Mr. Gold – o dono na cidade de Historybrook:

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Bella na Floresta encantada e na vida real em Historybrook:

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Capitão Gancho:

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Gepetto na Floresta Encantada e na vida real em Historybrook:

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Grilo Falante e o psicólogo em Historybrook:

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Chapeleiro Maluco na Floresta e em Storybrook:

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Esses são apenas alguns personagens e eu estou na segunda temporada, já tem 4 e sei que até Frozen está na série. Acho que o mais interessante é essa mistura de fantasia com realidade e o desenvolvimento de versões diferentes para os antigos clássicos de contos de fadas. Eu assisto a série no NetFlix mas, sei que é possível baixar, assistir online em outros canais e em dvd. Prepare a pipoca e boa diversão!!

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