Vida (c) alma – Procura-se o meu silêncio!

por Carol Rocha

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Dentre os maiores prazeres da vida está o silêncio. Se você ainda não o viu como tal, deveria. Quando eu falo para as pessoas que eu amo ficar sozinha, muitas vezes elas estranham e me olham desconfiadas. Já acham que é uma apologia à solidão. E não é. Sou convicta de nenhum ser humano vive sozinho e eu não sou diferente. Preciso de gente, de conversar, de sair, de ouvir, de rir ou de realizar qualquer ação que envolva mais de uma pessoa.

Ficar sozinha é diferente de ser sozinha. Os momentos em que eu escolho estar comigo mesma é que se tornaram uma necessidade para minha sanidade mental. Nascida numa família que, literalmente, fala pelos cotovelos e com muitas turmas de amigos é mais que natural que eu queira e precise de um tempo pra mim. E todas essas pausas se resumem à ficar em silêncio. É assim que funciona no meu caso. Pra mim, este simples ato é tão precioso que ele consegue acabar com as minhas angústias mais profundas.

Se desligar do mundo virou moda e não é atoa que o yoga e a meditação andam fazendo tanto sucesso entre os ansiosos da nossa geração. É o tão famoso mindfulness, ou a capacidade de esvaziar a mente. Com toda certeza essas atividades ajudam e muito. Eu, por exemplo, amo. Quando a única preocupação que você tem é se concentrar na sua respiração e nos seus movimentos, fica impossível não esquecer de todo o resto. Eu quase nunca paro de pensar, minha mente é uma loucura e é maravilhoso o que o yoga faz comigo! Sempre que posso pratico, mas não é só assim que eu encontro o meu silêncio.

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Sou capaz de encontrar aquela calma lendo um bom livro (amo ler!), ouvindo a minha playlist preferida (alou trilha sonora de Ameliè Poulain), ou simplesmente ficar olhando para o nada no meu quarto, que aliás é o meu lugar favorito no mundo. Nas minhas mini férias, um mergulho mais demorado no mar gelado já me deu o silêncio que eu precisava. Sou também alucinada com um céu estrelado e tá aí outro momento que me absorve por completo. Eu não preciso de muito e garanto que você também não. Meus silêncios podem durar dias como somente cinco minutos. Então, experimente ficar sozinha e você não vai se arrepender! Tenho certeza que você é capaz de achar uma série de coisas que te levam para essa vibe.

O fato é que, mais do que o silêncio, o que eu preciso de verdade é desses momentos comigo mesma. Seja para estar só com os meus pensamentos, só com a minha presença, ou com os dois. Vai depender do que o combo corpo e mente pedem. O grande desafio é incluir isso na minha rotina, já que ando sempre dando a famosa desculpa da falta de tempo (quem nunca, né?). Fica até feio usar isso como argumento quando acabo de escrever sobre essa minha necessidade real de ficar sozinha. Ou seja, se me faz tão bem por que eu não o faço? É, acho que encontrei mais um ponto para mudar e realizar. E vamo que vamo!

Texto: Carol Rocha

Fotos: Aline Prado

Coluna da Carol – Vida (c) alma

por Carol Rocha

 

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Eu sei, eu me decepcionei. O final de 2016 não foi como o esperado e eu já aceitei isso. Foi muito mais confuso e até um pouco desesperador. Mas já foi, sobrevivi e vida que segue. Quando você aceita o que dá conta e concretiza somente o possível, fica mais fácil reconhecer o que não deu, mas que ainda dá tempo de acontecer. Só depende de mim.

Agora 2017 já chegou, minhas mini férias aconteceram (nada como o mar para curar os males do corpo e da alma), já estou de volta à rotina e com as energias renovadas. Pronta para navegar em novos mares e encarar os já conhecidos. Não fiz grandes promessas para este novo ano, até porque sempre que as faço me frustro por não conseguir cumpri-las. Talvez por muitas vezes se confundirem com sonhos e sonhos requerem mais tempo e planejamento para saírem do papel. Acontece.

Decidi então, que ao invés de metas, vou me comprometer em realizar, das pequenas às grandes coisas, de acordar cedo até fazer um curso PHODA. Isso vai exigir disciplina, mas tudo bem, afinal de contas é isso que anda faltando na minha vida. Disciplina. Chega até a dar frio na barriga quando eu ouço esta palavra. Vou ter que me adaptar de tantas formas que, se eu parar para analisar, desanimo. Só que este é um status que eu não posso me permitir mais. Tenho e quero muitas coisas. Portanto, a minha única alternativa é de fato, realizar. Essa foi a minha escolha e ando muito orgulhosa dela. Minha listinha este ano não será previamente determinada, ela será montada ao longo dele com o que eu consegui concluir. Melhor assim, né?

Ainda preciso resolver algumas pendências do ano que se passou, mas logo mais volto pra contar como ando nesta nova fase. Não vai ser fácil, mas 2017 promete e já não vejo a hora de aproveitá-lo! Seja-bem vindo!

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