As 5 melhores leituras do ano

por Aline Resende

Essa lista não é composta por títulos que foram lançados neste ano de 2015, mas sim, por títulos cuja leitura eu fiz em 2015.

O critério foi única e exclusivamente baseado no meu íntimo gosto pessoal. E como os meus queridos leitores adoram esse critério (eu fico muito feliz por isso!) vamos à lista:

Observação: A lista é meramente enumerativa, não está em ordem de preferência.

1- Eleanor e Park

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Fiz uma resenha sobre Eleonor e Park e nela, relato de forma detalhada o porquê de todo o meu amor pelo livro. Vou roubar um trecho do que escrevi para que vocês entendam meus motivos:

“Eleanor é trágica e real. É gordinha, veste roupas velhas, largas, usadas. Não por opção ou charme, mas porque vive uma realidade pobre. Muito pobre. Não é apenas roupa que falta em sua casa, comida também. Não é só comida e roupas, falta espaço adequado para ela e o 4 irmãos e falta dignidade. A mãe apanha do padrasto. Todos vivem em contato constante com o medo. O ambiente é caótico e abusivo.

Park é discreto. Tímido.Geek. Não tem o costume de fazer amizades e todos o conhecem como o garoto oriental. Sua mãe é coreana, seu pai um ex soldado que não aceita bem o fato do filho ser tão pequeno, discreto e “esquisito.”

Em certo ponto do livro, bem inicial, eu confesso – pensei “como diabos eu ficaria interessada nesses dois personagens?”

E aí eu me apaixonei .Foi quase uma mágica. Foi gradual e de repente, assim como a paixão simples e profundamente sincera de Eleanor e Park. Foi pela sinceridade e pureza do amor contrastando com a verdade dura da vida. Foi pela mudança de como passei a enxergar os dois personagens e do quanto eu torci para eles.

Puro, mas sensual. Geek, mas trágico. Punk Rock, mas romântico.

Eu definitivamente me apaixonei por Eleanor e Park.”

Tudo bem, acabei pegando um “trechão”, mas é por um boa causa, né?

2- Na natureza Selvagem

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Muitos já viram o filme, mas, eu recomendo muito que leiam o livro mesmo assim.

Trata-se da história real de Christopher McCandless, um jovem americano que deixa para trás todo o conforto de sua vida de classe alta para realizar o sonho de viver sozinho na natureza selvagem do Alasca. A história é contada por Jon Krakauer, um jornalista e escritor que se identifica com a história de Christopher e, por isso, resolve seguir todos os passos do jovem e estudar a fundo os motivos que o levaram a seguir por um caminho que culminou numa morte trágica e solitária. Uma história triste, profunda e com passagens icônicas como a frase dita por Christopher um pouco antes de sua morte “A felicidade só é real quando compartilhada”

3- Capitães da área

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O clássico de Jorge Amado foi leitura obrigatória na minha época de escola e ao relê-lo neste ano, eu percebi a importância disso na formação do jovem. Infelizmente, na época, a gente não tem maturidade 0 suficiente para tirar da história importantes lições sobre a realidade da marginalidade no Brasil. Li a obra neste ano novamente para fazer uma resenha para o blog Universo dos Leitores e pude entender com muito mais clareza e confiança o sentido do livro. Peço licença para retirar um trecho da resenha que fiz para o Universo dos Leitores:

“O livro conta a história do grupo conhecido como Capitães da Areia, composto por crianças de ruas, marcadas por maus tratos, fome, violência e abandono. Tratam-se de crianças que se uniram para praticar furtos para sobreviver e se alimentar(…)

Porém, o grupo é bem mais que isso. Capitães da Areia ficaram conhecidos em toda Bahia da década de 30 e 40 por terem sido temidos por muitos e admirados por outros pela coragem e inteligência.

As crianças se unem de uma forma extremamente leal umas às outras, sendo, inclusive, a única coisa que os capitães da areia respeitavam – o código que regia o grupo. Tendo apenas um velho trapiche abandonado para morar, trapos para vestir e a incerteza de poder se alimentar a cada dia, esses meninos criam laços de amizade e companheirismo e dividem uma infância roubada, na qual eles vivem como verdadeiros adultos, precisando se virar como homens fortes para sobreviver.

Uma história linda, envolvente e ao mesmo tempo árida, fria e seca porque toca na ferida, abre os olhos para aquilo que a gente evita ver, faz com que a gente se coloque, pelo menos por alguns segundos, no lugar daquelas crianças e aí quem sabe, a gente consiga entender que crianças são apenas crianças, que o amor é o melhor caminho e que, infelizmente, estamos ainda muito longe de chegar a um lugar onde não exista tanto sofrimento e abandono.”

4- Sempre foi Você 

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Nas minhas duas últimas escolhas, me permito citar dois romances “água com açúcar” que é um estilo que assumidamente amo, desde que tenha diálogos inteligentes e boa escrita (muitos desse gênero não possuem essas importantes características)

“Sempre foi Você” conta a história de dois amigos que passam anos vivendo um amor forte entre idas e vindas, dividindo angustias, descobrindo a vida adulta e enfrentando barreiras de distância e tempo. Confesso ter me encantado demais pela personalidade de Richard, e por isso, ter engolido o livro em dois dias. Foi uma leitura leve e prazerosa.

5 – O segredo de Colin Bridgerton 

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Romances históricos são o meu fraco da vida. Esse é o volume 4 da série “Os Bridgerton” que narra histórias dos irmãos de uma família tradicional da elite londrina do século XIX.

Curioso eu ter começado a série de 4 livros logo com O segredo de Colin Bridgerton que é último deles. Foi o resumo de capa que mais me agradou. E, ainda bem, não me decepcionou. A narrativa gira em torno da história de Penelope e Colin, um casal improvável aos olhos dos membros da elite da época que sempre viram Penelope como uma moça apagada e apática, enquanto Colin era o solteiro mais desejado da época. Por muito tempo, Colin dá atenção a Penelope por pena de sempre vê-la sozinha nos salões sem qualquer indicio de um potencial pretendente. A situação muda entre os dois, não porque ela tenha se transformado em uma beldade, mas porque Colin descobre outros encantos e caraterísticas que fazem de penelope uma pessoa singular entre a tediante sociedade londrina.

Eu estava realmente saudosa de fazer as minhas listas de leitura. Espero que vocês tenham gostado dessa, assim como gostaram das outras.

Que 2016 traga muitos livros de perder o fôlego e a madrugada. Amém.