Sonzinho Bom – RIP George Michael

por Lívia Rios

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Muito do meu gosto musical vem de influências familiares, como citei aqui. Músicas dos anos 80 (e seus barangos sintetizadores ~que adoro~, risos ) sempre estiveram nas vitrolas, toca-fitas, e, posteriormente, cd-players da minha casa.

No último 25 de dezembro, como se 2016 já não tivesse sido conturbado o suficiente, enquanto muitos de nós ainda relaxávamos em família, no dia de natal, fomos surpreendidos com a notícia da morte de George Michael. Com apenas 53 anos, o ex-integrante do duo Wham!, que posteriormente em carreira solo se tornou uma estrela também por seus videoclipes, nos deixou. :(

A vida pessoal de George gerava manchetes em todo o mundo. Politizado, se posicionava contra a primeira ministra conservadora Margaret Thatcher, e, após se assumir como gay, no final dos anos 90, se tornou também uma voz em defesa da comunidade LGBT.

Não podendo ser diferente, a triste notícia levou o músico de volta à tona na mídia.
Portais do mundo inteiro destacaram o falecimento do músico em suas homepages, e, durante minhas leituras, senti a necessidade de compartilhar as palavras de Bernard Zuel, escritor de música do jornal australiano Sydney Morning Herald, sob a manchete: “George Michael morto: Uma estrela global que exigiu que o ouvíssemos sem preconceito” (referência aos álbuns do cantor de nome “Listen Without Prejudice – Vol 1 e 2”, Bernard escreveu que George Michael era uma estrela que, como Freddie Mercury, era um talismã para a comunidade gay, ainda excluída do centro da cultura. “Que se se tornou um campeão das lutas por liberdade e direitos, nem sempre oferecidos a essa comunidade”

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Sendo assim, não tenho dúvidas que George já deve ter sido muito bem recebido pelo igualmente lendário David Bowie, que também se despediu de nós nesse ano que passou, deixando um vazio na música pop. Já foi tarde, né, 2016?

Bem, para homenageá-lo, selecionei três das minhas canções favoritas, compostas e/ou interpretadas por ele.

Careless Whisper foi o primeiro single da carreira solo do cantor. O hit de 1984 atingiu o número 1 nas paradas de cerca de 25 países, e vendeu 6 milhões de cópias ao redor do mundo. Dona do inconfundível riff de saxofone, a canção embalou muitos romances dos anos 80, inclusive o dos meus pais!

A próxima canção, é de autoria de ninguém menos que Sir Elton John, em 1974..
Posteriormente, “Don’t let the sun go down on me” foi executada ao vivo numa versão dueto com o autor da canção e o homenageado desta coluna, quando em sua turnê “Cover to Cover”, George Michael convidou John para convidá-lo a cantar com ele na Wembley Arena, em Londres, em 23 de março de 1991. De arrepiar, essa versão:

Por último, “The Long and Winding Road”. A balada, composição de Paul McCartney, foi o último single lançado pelos Beatles, em 1970. Essa música, além da letra linda, é uma das melodias mais bonitas que conheço, e em 1999, George Michael nos presenteou, fazendo talvez o cover mais bonito e emocionante da canção. Também, com essa voz, já era de se esperar!

Ainda na vibração de começo de ano, não deixem de ouvir a clássica “Wake Me Up Before You Go-Go”, e que com ela venham boas energias para 2017. Por um ano novo com mais pessoas como George Michael, provocadoras e questionadoras. Descanse em paz, George!

Livia Rios

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